How I Met Your Father | Crítica do décimo episódio

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E enfim chegamos ao décimo (e último) episódio da primeira temporada de ‘How I Met Your Father’. A série original Hulu dispensa apresentações aos leitores mais assíduos do Drop Cultura, mas aos novatos (em especial pela estreia da série no Star+): apesar de se tratar de um spin-off, o título réplica a fórmula de seu produto-mãe ainda que seja situado no mesmo universo e ao mesmo tempo não seja uma continuação direta da série de 2005. Deu pra entender?

Porém, em uma temporada um tanto experimental, a série preparou terreno para um final que tinha tudo para tirar o fôlego da audiência. E bem… tirou.

O texto abaixo contém spoilers.

Primeiro de tudo: as pontas soltas. Sim, as resoluções para os casos de Sophie e Charlie ficaram para o décimo episódio. Começando pelo de Charlie, o mais simples: o britânico não pretende ter filhos, ao contrário da parceira Valentina. Mas ao mesmo tempo, a responsabilidade afetiva e a franqueza ao qual Charlie lida com a situação é de uma maturidade emocional que tanto How I Met Your Mother quanto How I Met Your Father invejam. 

Já falando de Sophie, o cliffhanger rapidamente se resolve: Jesse apenas se atrasou, mas foi lá. Surpreendentemente, o cantor conta para Sophie de uma forma particularmente honesta onde se encontrava em sua relação com a ex Meredith. Deixar tudo para trás parecia sensato de um certo ponto de vista, e foi. Os dois se entrosam, a relação avança e… o “eu te amo” prematuro. Ok, dessa vez há o crédito de ter sido durante o sono, mas é uma situação bem familiar, né?

Mas antes que dê tempo de você refletir sobre a semelhança entre a paranoia de Sophie e o vacilo de Ted Mosby com Robin, a própria personagem de Cobie Smulders, Robin Scherbatsky, dá as caras em ‘How I Met Your Father’. Duas observações bem pontuais: se por um lado a aparição pode parecer deslocada demais da trama, em especial para quem não viu a série original, é um deleite para qualquer fã de ‘How I Met Your Mother’. O cuidado em não entregar muito sobre o futuro com Ted e os conselhos estão no ponto.

Genuinamente um roteiro com diálogos que muito parece algo que sairia de Robin após tudo que a mesma passou na série de 2005. Vi algumas críticas sobre a condição de micro celebridade que a personagem adquiriu e como isso seria uma desculpa esfarrapada para pré-estabelecer um laço entre Sophie e ela, mas achei uma estratégia crível e honestamente bem pensada. 

Mas retrocedendo um pouco, Jesse é um tanto babaca quando Sophie expõe que o relacionamento não está avançando mutuamente. A ideia de expulsar alguém da sua casa por simplesmente dizer que um pequeno romance em ascensão não deve mudar seu planejamento de carreira parece sensato, mas não para Jesse. É quase uma síndrome de Ted Mosby.

Por fim, mas não menos importante, temos Ellen e sua vizinha, e Sid e Hannah. Além de enfim conseguir um emprego, enfim a amizade (e potencial romance) entre Ellen e sua vizinha parece avançar, fazendo ela ser uma das poucas bem sucedidas do grupo no momento. Sid e Hannah, no entanto, notam os custos do casamento e, pelo menos por enquanto, regridem com a ideia. No fim do dia, a maioria da turma termina com desilusões amorosas, menos  Sophie. Bem, pelo menos até Ian aparecer, o grande cliffhanger desta season finale. E a série joga o mistério de um casal que se conecta com o do abacaxi de ‘How I Met Your Mother’. Fantástico!

Imagem promocional do décimo episódio de How I Met Your Father.

Conclusão: Além das surpresas, o décimo episódio de ‘How I Met Your Father’ me parece consistente enquanto fim de temporada. Traz sua dose de dramas, avança de forma necessária na história, faz o que tem que ser feito. A aparição de Robin Scherbatsky é certamente pontuável, mas o episódio como um todo tem lá sua autonomia. 

Nota: 9/10

Mas e você, gostou do décimo episódio de ‘How I Met Your Father’? O que achou da aparição de Robin? Comente! 

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