Gavião Arqueiro | Crítica do último episódio

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E enfim chegamos aqui: o último episódio (da primeira temporada) de Gavião Arqueiro. De teorias sobre uma aparição do Homem-Aranha até a presença do ameaçador Rei do Crime, papel reprisado por Vincent D’Onofrio, o clima da season finale já tinha estabelecido ideias o suficiente para um final grandioso de um material Marvel Studios.

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O texto abaixo contém spoilers de “Gavião Arqueiro”.

E bem, eles acertaram a mão. “Então Já É Natal?” traz ação, diversão e tensão. Começamos pelo elemento mais simples, porém muito bem estabelecido: a relação entre Kate Bishop e Clint Barton. Entre brigas e afetos, o mentor e a aprendiz viviam alguns dilemas na hora de formar uma dupla. 

Porém, a relação dos dois enfim estabiliza aqui. Clint reconhece os esforços de Kate e acaba em um dinamismo de dupla nas doses de ação que esse último episódio oferece. Também temos Yelena e um diálogo um tanto comovente com Clint acerca do sacrifício da irmã, Natasha Romanoff, em um dos poucos momentos onde um material da Marvel Studios consegue respirar sobre o luto. Sem contar, claro, a dinâmica entre Kate Bishop e Yelena, tão bem estabelecida como alívio cômico no episódio anterior, o que permanece aqui.

Falando de Yelena, é hora de falar de sua mandatária, Eleanor Bishop. Parte dos fãs teorizaram o certo: Bishop era a responsável pelos esquemas de corrupção ao mando do Rei do Crime, tudo visando sanar uma dívida do marido e pai de Kate. Isso custou a vida de Armand, a incriminação do marido Jack Duquesne e uma série de irregularidades. E já que citamos o homem, é hora… de falar do Rei do Crime.

Com a volta de Vincent D’Onofrio ao papel, me senti um tanto aliviado. Nas séries da Netflix, o ator me deu um conforto na hora de tratar o personagem com a profundidade e seriedade que uma versão live-action merece. Porém, em sua estreia no Universo Cinematográfico da Marvel, não senti essa abordagem. 

Ninguém esperava a utilização de uma porta de carro como arma para matar alguém em tela, é verdade, mas o tom desse Rei do Crime destoa muito da grandiosidade que esse personagem merece, em especial no MCU. Pelo contexto, claro, a coisa melhora levemente no final, mas ainda não me agradou. Ao menos tivemos uma referência clara ao embate entre ele e Echo nos quadrinhos, aparentemente replicado na reta final em uma jogada de câmera inteligente que induz um fim ao Wilson Fisk para os mais desavisados, embora a gente saiba que nos quadrinhos, foi apenas mais uma cicatriz, ossos do ofício. No fim, a série não deu elementos o suficiente para desenvolver essa aparição sem que parecesse deslocado.

Echo também brilha, dando a guinada que também vemos nos quadrinhos. Mas de todos os fan services que eu gostaria de ver, a Marvel Studios enfim entregou o que eu mais esperava por dentro: apenas ver Clint Barton chegando em tempo para comemorar o natal com a família. Com o desenrolar desse último episódio, Kate Bishop acaba embarcando junto nessa viagem, entregando o momento leve que a gente esperava para o final desse último episódio. 

Conclusão: Dosando ação, diversão e tensão, o último episódio de “Gavião Arqueiro” traz um bom desfecho para a jornada dos dois gaviões. Com boas referências aos quadrinhos e um tocante diálogo referente ao luto com Natasha Romanoff por parte de Yelena e Clint, seu lado mais negativo, porém, é não dimensionar em proporção a grandeza de Wilson Fisk, o Rei do Crime, enquanto vilão, entregando uma versão nada ameaçadora e morna do personagem, tão brilhantemente interpretado por Vincent D’Onofrio anteriormente.

Nota: 7,5/10

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