Qual a ordem correta para assistir Star Wars?

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on telegram

Tal qual Star Trek, os ciclos geracionais que Star Wars se envolve confundem muito o público na hora de começar a assistir. Afinal, por que eu começaria pelo quarto filme para logo em seguida voltar para o primeiro? E para piorar, há as séries, games e filmes spin-offs, chamados de “Uma História Star Wars”. Então, vem a fatídica pergunta de “por onde eu começo?”, que fica mais simples de entender após alguns conceitos estabelecidos. Vamos lá…

Antes de tudo: todo o material citado aqui se encontra disponível exclusivamente no Disney+. Todavia, o texto não tem nenhum envolvimento por parte da Disney, tanto no teor quanto em caráter financeiro). Os primeiros conceitos que gostaria de estabelecer são os contextos da Saga Skywalker (a principal, dividida em 3 trilogias e em formatos episódicos), responsável por contar o grosso da saga (que eventualmente acaba se expandido em animações, games, etc.). Essas trilogias foram feitas em contextos muito diferentes uma das outras, em épocas um tanto diferentes. Mas então, vamos lá?

A primeira trilogia (em ordem de lançamento) é comumente chamada de Trilogia Original, ou Trilogia Clássica. Ela se passa durante a Era da Rebelião, estabelecendo os principais conceitos da franquia, em especial o antagonismo dos Jedi e do Lado Sombrio. No entanto, ela é a trilogia do meio na história: começa com “Uma Nova Esperança”, o Episódio IV, de 1977, depois, “O Império Contra-Ataca”, o Episódio V, de 1980, e por fim, “O Retorno de Jedi”, o Episódio VI, de 1983.

Como a proposta original de George Lucas, criador da saga, era de início entregar um filme standalone que virou uma franquia, o Episódio IV só virou episódio IV após o lançamento de “O Império Contra-Ataca”, que já vinha como Episódio VI. E claro, se você se pergunta o porquê de começar uma franquia no meio e não no início, a resposta era um tanto simples: Lucas não acreditava que os episódios que antecediam a Trilogia Original poderiam ser feito com os efeitos especiais da época, ele achava que aquela história só poderia ser contada com um amadurecimento da indústria nesse aspecto (fazendo com que essa trilogia só chegasse em 1999).

Tal trilogia, conhecida pelos fãs como Trilogia Prequel, começou com “A Ameaça Fantasma”, o Episódio I de 1999, seguindo com o Episódio II, “O Ataque dos Clones”, de 2002, concluindo com o Episódio III, “A Vingança dos Sith”, de 2005. Apesar de ser a segunda trilogia da franquia por ordem de lançamento, ela é a primeira trilogia na ordem cronológica da história. Apesar dos pesares e críticas que podem ser feitas em comparação à Trilogia Original, ela é importantíssima para consolidar outros vários elementos presentes em Star Wars.

Por fim, com a aquisição da Lucasfilm (produtora de George Lucas e responsável não só por Star Wars, mas também por franquias como Indiana Jones) por parte da Disney em 2012, uma nova trilogia foi anunciada. Conhecida pelos fãs como Trilogia Sequel, ela é enfim iniciada em 2015, com “O Despertar da Força”, o Episódio VII. Em seguida, temos o Episódio VIII, “Os Últimos Jedi”, de 2017. Por fim, “A Ascensão Skywalker”, de 2019. Apesar de muitos fãs renegarem o material pela falta de um crivo criativo do criador da saga George Lucas, a última trilogia tanto em ordem de lançamento quanto na linha cronológica da história se situa no período de Ascensão da Primeira Ordem, vindo logo após o período da Nova República, que deve ser melhor explorado em parte das séries live-action do Disney+, como “The Mandalorian”, “Ahsoka” e “The Book of Boba Fett”.

Esse é o material principal. Ainda temos as séries animadas, games e série live-action (em breve no plural, mas até o momento apenas “The Mandalorian”), que será o material que iremos abordar aqui. Os critérios para entrar nesse guia são um tanto simples:

  1. Ser um material audiovisual já lançado. Apesar de “The Bad Batch” e “The Mandalorian” ainda não terem necessariamente lançado tudo, ambas já estrearam, o que é o suficiente para se encaixar aqui. E claro, livros e HQs não estarão inclusos aqui pela alta variedade de conteúdos para abordar (e jamais pela qualidade desses materiais, que do que já consumi consegue até superar muito do que está presente aqui), audiovisual já é coisa o suficiente.
  2. Ser um material canônico. De audiovisual, os materiais desclassificados são a versão de Tartakovsky de Clone Wars (aquela 2D, de 2003), as animações dos droids e os filmes dos ewoks, além dos diversos games lançados até então (a esmagadora maioria melhor do que os 4 presentes na lista). Com exceção dos filmes da Saga Skywalker(sic), do filme de Clone Wars e da própria série animada de mesmo nome, todo o material da saga feito antes da compra da Lucasfilm pela Disney é o famoso headcanon.

Dito isso, vamos lá! Na hora da maratona, é importante considerar 2 pontos: apesar de existir uma ordem cronológica (que é obviamente a recomendada pelo criador da saga, George Lucas) para assistir Star Wars, muitos fãs não a consideram a adequada, em especial pela receptividade mista de “A Ameaça Fantasma”, o primeiro episódio. Hoje, além da forma convencional, você pode começar por um dos 2 filmes “Uma História Star Wars”, como Solo ou Rogue One, para depois partir para o Episódio IV, que era o ponto de partida recomendado para os fãs antes dos filmes da Disney.

No entanto, recomendo deixar esses filmes para depois, o bacana é começar pelo Episódio IV! E aí você me pergunta o motivo, mas ele é mais simples do que você imagina: “Uma Nova Esperança”, ou Episódio IV, nada mais é do que um ponto de partida excelente para Star Wars! Um filme excepcional para começar, conhecer e ser cativado por essa franquia tão encantadora. Esse filme moldou o que aconteceria dali para frente, todos se norteiam por ele, inclusive sua sequência ainda mais aclamada. E após terminar o Episódio IV, nada melhor que começar “O Império Contra-Ataca”, o Episódio V! Mesmo com o spoiler mais conhecido da história do cinema, o contexto que ele é apresentado ainda choca muita gente, que muitas vezes sabiam do fato e não entendiam a importância dele.  Se por um lado, o Episódio IV norteia, o Episódio V é referência. É aquilo que todo diretor que pega a franquia para trabalhar mira na hora de colocar a mão na massa, o que não é atoa. Império Contra-Ataca é atemporal!

Aqui, existe uma ruptura. O fim original da saga ocorreria no Episódio VI, ao menos até a compra por parte da Disney. No entanto, as coisas mudaram, o que traz uma necessidade ainda maior de um guia para os novos fãs. Após assistir o Episódio V, você pode voltar para o Episódio I!

Ele vai servir como uma espécie de flashback, justamente para você entender o contexto e a importância da história de um dos personagens. Muita gente considera “A Ameaça Fantasma” filler (aquele tipo de coisa pulável em séries e filmes, feito pra encher linguiça), o que não acho que se aplica para o longa. Ele é importante para conceituar muita coisa que você vai ver nos episódios posteriores, assim como nas animações. Após o Episódio I, vá para o II! “O Ataque dos Clones”, como é chamado, traz um ritmo que me cansa, mas é fundamental para a compreensão da história.

E entre o Episódio II e o Episódio II, temos a série animada “The Clone Wars”, de 2008! Talvez numa primeira vez, assistir uma série animada de 7 temporadas não é o mais adequado. No entanto, é um material que nenhum fã de Star Wars deve deixar passar, sem brincadeira. Mesmo que você não seja um fã de animações, vale dar uma conferida (e parte da sétima temporada se passa em paralelo com o Episódio III, falo mais sobre ela na nossa análise, que você pode conferir clicando aqui), seja separadamente (e sabendo que ela se passa entre o Episódio II e o III) ou junto dos filmes.

Em seguida, temos o Episódio III, “A Vingança dos Sith”. Além de último filme com envolvimento de Lucas, ele é de extrema importância para a história da saga, talvez tão importante quanto sua conclusão original. E após ele, aí tem conteúdo a dar com pau, viu? Em ordem cronológica, temos a série animada “The Bad Batch”, que ainda está saindo no formato de episódios semanais. 5 anos após os eventos de “A Vingança dos Sith”, temos o game Jedi Fallen Order, o mais aclamado da era EA falando da franquia Star Wars. E agora sim, temos o fatídico momento de falar dos filmes spin-offs. Solo e Rogue One são longas bacanas, em especial para assistir em maratonas posteriores.

Mas especialmente na primeira, não assistiria nenhum dos dois, são elementos de expansão no desenvolvimento de personagens menos competentes que as séries animadas, por exemplo. Mas, cogitando as duas: comece por Solo, depois vá para Rogue One. E entre Solo e Rogue One, temos a série animada Rebels. Se por um lado, muita gente acredita na inferioridade dela em comparação à Clone Wars (tese que eu compartilho parcialmente). E se você for um dos 2 proprietários de um VR no Brasil, temos os games Vader Immortal, divididos em 3 episódios. Os games se passam entre Rogue One e o Episódio IV.

Porém, Rebels não deixa de ser essencial, de aproveitar Star Wars de forma mais competente que os 2 filmes spin-offs lançados até o momento na opinião deste que vos fala. Se Clone Wars desenvolve personagens já conhecidos, Rebels faz isso e vai além: apresenta dois dos melhores personagens de toda a saga na minha opinião (Hera Syndulla e Kanan Jarrus) e um dos embates mais lindos e especiais da franquia para mim, aquela coisa de arrepiar mesmo (sem spoilers, mas a título de curiosidade, ocorre na segunda temporada).

E por fim, claro, temos o Episódio VI. Goste ou não, ele era a conclusão de uma saga, importantíssimo para entender até seus episódios posteriores. Após “O Retorno de Jedi”, temos o game Battlefield II em seu modo campanha, que apesar de iniciar com um trechinho na época do Episódio IV, passa-se grande parte durante e depois da Batalha de Endor, que ocorre no Episódio VI.

E claro, temos um dos meus materiais favoritos de Star Wars, que indico inclusive para quem nunca teve contato com a franquia: The Mandalorian. Se passando 5 anos após “O Retorno de Jedi”, essa história simples acaba por ser uma das mais bem contadas e elogiadas da franquia, em um nível que não se via há uns bons anos. Além de claro, servir de porta de entrada para outras séries já anunciadas para o Disney+ que são derivadas da aventura do mandaloriano.

Após Mandalorian, temos Resistance. É a coisa mais ok da lista inteira, mas é material canônico. Assistir com crianças pode ser bacana, ou quem sabe para ter algo passando numa tela enquanto você come. Não traz nada de muito especial para a franquia, mas não deixa de ser um produto audiovisual canônico de Star Wars.

Por fim, Trilogia Sequel. Ainda mais polêmica que a Trilogia Prequel, me abstenho de comentários, mas posso dizer que ela é tão válida quanto os demais filmes, ainda que hajam problemas (que um dia, quem sabe, eu discuta quais seriam esses problemas). Mas, claro: decida primeiro se você quer uma trilogia inteira após um fim razoavelmente bem desenvolvido no Episódio VI.

E (por enquanto), é isso. Essas indicações devem ficar datadas ao decorrer dos anos, talvez eu atualize ela com as futuras séries do Disney+ e o que deve vir de novos filmes. Mas, hoje, essas são minhas indicações definitivas para quem quer começar a assistir (e também jogar) Star Wars. Se você achou muita coisa, é porque nem considerou os (diversos) materiais literários que saíram da saga de lá pra cá, seja histórias em quadrinhos ou livros mesmo.

Mas e você, conhece alguma ordem melhor? Nunca assistiu e ficou interessado? Comente!

Deixe um comentário!

Nos siga das redes sociais!

Patrocinador

+ Matérias

Patrocinador